(Espaço para um título pseudo-inteligente/divertido/original/legalzinho)


Quem pode colaborar?

Devo ter sérios problemas com criatividade pra escrever, ou para cumprir prazos, o fato é que sempre deixo tudo pra última hora, e ultimamente falta a coragem de começar a escrever, começar é o problema, porque depois é só deixar ir, mas vamos lá, ontem foi um dia divertido, esse post será minha campanha Pró Doação de Sangue.

 

Se eu não tomar cuidado vou acabar indo pro céu, me explico, nesse sábado acordei 7:30 da madrugada só pra fazer uma boa ação, porra, pra quem dorme menos de 5 horas por noite acordar cedo num sábado é algo considerável. Mas beleza é algo que gosto de fazer, doar sangue é algo muito útil e quase indolor. Acordei no horário pra chegar ao lugar combinado com minha companheira de boa ação na hora certa, ela é do tipo de pessoa moderna (“Jornalista”), sem tempo pra nada, combina 300 coisas pra mesmo dia e pra mesma hora, então fiz esse favor, a chance de eu chegar na hora combinada em qualquer coisa combinada é mínima, mas dessa vez tava na Estação das Clinicas exatamente as 10:00, ela se atrasou 30 minutos. Há há.

 

Depois de tentar descer num elevador que só subia (!) resolvemos descer a rampa, chegamos no lugar, “- Doa em nome de algum paciente?”, “- Não”, “- Aceita um suco?”, “- Por favor”, “- Pode pegar na cantina, PRÓÓÓÓXIMO!!!!” É isso mesmo, felizmente o lugar tava cheio. A gente foi pra cantina, tomamos o suquinho Jandaia, é presto atenção na marca. Depois hora de ir, era só pegar a senha, enfrentar a parte mais dolorida do processo, que é espetar o dedo pra fazer o teste de anemia e medir a pressão, e esperar ser chamado, enquanto isso a gente conversava e eu me preparava pra enfrentar o já mencionado “cara do FBI” que me faria as perguntas pra saber se posso doar ou não, fazendo eu me sentir culpado por estar ali pra fazer uma boa ação. Certo, minha vez chegou, vamos lá, pensamento positivo, “isso NÃO é uma entrevista pra conseguir um passaporte americano”. Pra minha surpresa uma médica me esperava na Sala 5, mulher gentil e amável, tudo foi bem tranqüilo, ela perguntava e eu respondia na boa, não era como o outro cara que fazia as perguntas em seqüência e muito rápido, meio que tentando me fazer cair em contradição. E diferentemente (sempre quis usar isso!) da outra vez (hã?), essa não insistiu na história das drogas, perguntou uma vez e deixou pra lá, se interessou mais por minha vida sexual há há, da hora, mas foi bem mais fácil, até piadinhas rolaram, minhas e dela. Depois (e vou usar muito o “depois” como recurso estilístico, tipo redação de criança de quarta série: “Ai a Mariazinha deu um tapa na bunda da bruxa, ai o Joãozinho apertou o bico do peito dela, ai a bruxa ficou puta da vida, ai o Lobo apareceu e mandou o cara do Pé de Feijão ir se fuder...”) fui fazer o voto de auto exclusão, depois (há) fui direto doar, como não tinha preferência por braço não precisei esperar, cadeira para braço direito, o chato é que de novo era uma das cadeiras da frente, queria uma das de trás, só pra ficar observando a galera, mas como não rolou me contentei em ficar vendo os médicos passando pra lá e pra cá, alguns bem estranhos por sinal..., chega a moça, todo o processo normal, limpa o braço, amarra com borracha pra veia saltar, “- Abre e fecha a mão.”, pega a agulha e... ow aquela agulha é grossa pra caralho, não tinha percebido da outra vez, a enfermeira acertou na primeira, na hora o sangue começou a descer pelo tubo para a bolsa, tenho o fluxo muito rápido, o que significa que se algum dia tiver um corte muito profundo to fudido há há, menos de 10 minutos depois já tinha enchido tudo, mas antes disso fui excluído da possibilidade de doar plaquetas, o enfermeiro que tava do meu lado disse pro mano que explicava pras pessoas o que era essa doação que minhas veias não serviam, que bosta. Depois (!) cantina de novo pra pegar o lanche, que sempre é muito bom, apesar de ser um simples sanduicheicheiche de queijo com presunto.

 

A porra do Uol Blog tem limite de caracteres, se tu é doido(a) e chegou até aqui lê a segunda parte? Aqui em baixo.



Escrito por Joaqu?m às 00h08
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Quem pode colaborar? (Parte 2)

Fim da sessão boa ação. Fui convidado a ir ao antro clássico da classe mérdia, a mega loja Fnac, vamos lá né, não posso freqüentar livrarias, é um dos poucos lugares onde meu consumismo doentio me ataca, no resto quero que se foda, não gosto de shoppings, mas um monte de livros a minha volta? Quero levar vários, o problema é que sempre pego vários, mesmo com a grana curta, ai depois me lasco pra pagar... Por sorte eles estavam sem o 5º Volume da Torre Negra, seriam mais 80 realetas que não tenho pros cofres deles, a muito custo me contive e peguei apenas uma edição do Robinson Crusoé (já li, mas tenho trabalho sobre ele amanhã na aula de Literatura Inglesa, e pra falar a verdade devia estar pesquisando sobre agora...), depois (he he) de alguns impulsos meus e da Pri “- Nossa!!!!!!! A segunda temporada de Gilmore Girls!!!! Olha como tá barato! Preciso levar, mas não tenho dinheiro, ai que lindo, olha tá me chamando, mas não tenho dinheiro, era justamente a que eu queria, olha Joka, tem tudo aqui, vou levar! Que lindo, amanhã eu volto e levo, será que vai ficar mais caro?!” há há há há, a gente conseguiu sair de lá vivos e com as roupas do corpo, passei numa banca e comprei o livro “Misto Quente” do velho safado Charles Bukowski, agora vou ter o que ler, já que não consigo terminar a bíblia da geração Beat “On The Road”, do Kerouac, porque simplesmente me parece chato.

 

Sangue doado, dinheiro gasto, a missão estava cumprida, fui acompanhar a moça ao ponto de ônibus, no caminho uma senhora cega perguntava com uma caneca na mão: “Quem pode colaborar?”, balançava a caneca que tinha algumas moedas, senhora, eu também pergunto, do jeito que as coisas vão, quem pode colaborar??

 

Ah, e vão doar sangue. Informações: http://www.prosangue.sp.gov.br

Escrito por Joaqu?m às 00h04
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